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Como sobrevivem as plantas e árvores sem folhas?

Todos nós sabemos que muitas árvores perdem as suas folhas no inverno... mas qual será mesmo o processo? E as plantas, podem viver sem folhas?
Algumas plantas vivem mesmo sem folhas, como por exemplo, os musgos e as plantas hepáticas (divisão briófita*). Estas caracterizam-se pela ausência de vasos condutores de nutrientes. É um processo simples e mais lento em comparação com a maioria das plantas.
Outro exemplo de planta que vive sem folhas, é a nossa Gilbardeira, planta protegida e incluída na lista de espécies com interesse comunitário da Europa, segundo a Diretiva 92/43/CEE do Conselho de 21 de maio de 1992.
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| Ruscus aculeatus (Gilbardeira) |
Como é que a Gilbardeira consegue fazer a fotossíntese sem folhas?
A maioria das plantas faz a fotossíntese unicamente através das folhas, ao contrário destas, a gilbardeira fá-lo através de toda a sua superfície. Todas as partes da planta realizam a fotossíntese, permitindo-lhe assim, de abdicar das suas folhas.
Mas então e as árvores que perdem as folhas?
Como sabemos, algumas árvores começam a perder as suas folhas no Outono, mas porque o fazem? Pode uma árvore viver sem folhas?
As árvores têm uma estrutura mais complexa do que a maioria das plantas e portanto precisam de outras estratégias que lhes permitam sobreviver às estações desfavoráveis (geralmente os meses mais frios).
Uma dessas estratégias é a capacidade de entrar em estado dormência. À primeira vista parece simples, mas quando chega a estação desfavorável, as árvores perdem as folhas para economizar energia, ficando assim em estado de dormência, semelhante à hibernação nos animais.
A perda das folhas é efetivamente a primeira fase, que acontece quando a árvore deixa de produzir clorofila e passa a produzir um ácido chamado de abscísico, responsável por fazer a folha cair.
E durante este período, as árvores crescem?
Seria possível, mas a grande maioria não o faz. Para crescerem saudáveis, as árvores necessitam de folhas, pois é através destas que recebem um dos principais alimentos, produzidos pela clorofila através do ar, da luz e da humidade.
No entanto, existem exceções...
Uma dessas exceções é o Pinheiro Australiano ou a Casuarina (Casuarina equisetifolia)
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| Casuarina (C. equisetifolia) |
Apesar de ser parecida com um pinheiro, é um erro pensar que o é. Ao contrário dos pinheiros e outras pináceas, a casuarina é uma angioesperma, isto é, contem uma semente dentro de um fruto.
Esta árvore, teoricamente não precisa de folhas para fazer a fotossíntese, pois tem a incrível capacidade de fazer a fotossíntese através dos seus ramos.
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E porque é que algumas árvores perdem folhas e outras não? Existem mais exceções de árvores sem folhas? A natureza está cheia de exemplos e exceções. Falarei mais sobre isso nos próximo artigos. Fiquem atentos!
5 plantas silvestres que podes incluir na tua dieta alimentar
O conhecimento que os antigos tinham em relação às plantas tem vindo a ser esquecido. Pior do que isso, há muitos anos que deliberadamente colocamos herbicidas nas nossas terras, com o intuito de matar ou afastar ervas daninhas.
Infelizmente, esta prática acaba por causar alguns distúrbios ao meio ambiente e além disso, matar algumas plantas que têm um valor nutricional elevado e que poderiam ser incluídas na nossa dieta alimentar.
Infelizmente, esta prática acaba por causar alguns distúrbios ao meio ambiente e além disso, matar algumas plantas que têm um valor nutricional elevado e que poderiam ser incluídas na nossa dieta alimentar.
São chamadas de ervas daninhas, as plantas que nascendo de forma espontânea, em locais e ocasiões indesejados, podem interferir negativamente na agricultura.
Nem todas são daninhas!
Muitas das plantas que nascem espontaneamente, são plantas com grande valor nutricional (algumas vezes, superior ao dos vegetais que já consumimos) e que podem facilmente ser incluídas na nossa alimentação. Melhor ainda, sem necessidade de gastar dinheiro!
Há muitos nomes que lhes podemos dar, dentro dos quais, flora silvestre comestível, alimentos silvestres (Portugal) ou plantas alimentícias não convencionais (Brasil).
São encontradas nos mais variados locais. Em quase todos os cantos do planeta há comida selvagem.
Para quem quiser saber mais, pode seguir este canal do youtube ou comprar o livro “Ervas Silvestres Comestíveis - Guia Prático” da autora, apresentadora e especialista no tema, Alexandra Azevedo.
Para já, deixo-vos com uma lista de 5 das muitas plantas silvestres que podemos incluir na nossa dieta alimentar:
1. Dente de Leão (Taraxacum officinale)
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| Sementes de Dente-de-Leão |
Comecemos então pelo Dente-de-leão!
Nome científico 'Taraxacum officinale', uma planta da família das Asteráceas, muito comum junto a margens de caminhos, prados e campos cultivados.
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| Folha e flor de Dente-de-Leão |
Pois bem, esqueceram-se de nos dizer que esta planta é muito rica em Potássio e outros sais minerais (Vitaminas A,B,C e D).
As folhas podem ser consumidas na Primavera, antes da floração. As raízes não devem ser consumidas em fresco, mas podem ser consumidas secas ou cozinhadas, tendo um efeito semelhante ao café. As flores também são comestíveis, podendo adicionar-se a saladas ou refrescos.
2. Chagas / Capuchinhos (Tropaeolum majus)
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| Chagas (Tropaeolum majus) |
Apesar de ser uma planta excelente em termos alimentícios, está desde 2015 considerada como uma planta invasora em risco de desenvolvimento (invasoras.pt), e a sua plantação é altamente desaconselhada.
De qualquer das formas, é uma planta frequente e com bastantes benefícios para a saúde. Cabe a cada um de nós, tomar consciência da forma como as utiliza.
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| Sementes de chagas (Tropaeolum majus) |
É uma planta rica em Vitamina C, glicocinatos e componentes antibióticos que não afectam os intestinos.
Desta planta são comestíveis as folhas, caules, flores e sementes (todas podem ser consumidas frescas em saladas). As sementes jovens e tenras podem ser maceradas em vinagre para servirem como pickles.
*Atenção: Contém algum ácido fosfórico e oxálico, por isso o seu consumo não deve ser exagerado, para evitar problemas de cálcio.
3. Beldroegas (Portulaca oleracea)
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| Beldroegas (Portulaca oleracea) |
São geralmente encontradas em terrenos agrícolas e muitas vezes tratadas como ervas daninhas. É uma planta rasteira de folhas carnudas, muito fácil de identificar.
A sopa de beldroegas é o prato mais conhecido, mas as folhas também podem ser usadas em saladas ou outros pratos.
Tem ómega 3, 6 e 9 (mais do que alguns peixes) e vários sais minerais: Cálcio, Fósforo, Ferro, Magnésio, Vitaminas A, B1, B2, B5 e C.
*Atenção: Evite comer muitas folhas ou caules avermelhados. Estes contêm ácido oxálico que pode causar deficiências de cálcio no organismo
4. Trevos (Trifolium spp.)
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| Trevos (Trifolium spp.) |
Pois é, não só são comestíveis, como ainda têm um grande valor nutritivo. São conhecidos como um excelente estrógeneo natural, sendo usados para prevenir e tratar sintomas relacionados com a menopausa em fitoterapias.
Podem ser consumidas quaisquer espécies ou variedades de trevos encontradas em Portugal.
Para além de ser um estrogéneo natural, a planta é ainda rica em glicosídeos, ácidos fenólicos, cumarinas, saponinas e sais minerais (Cálcio, Ferro, Magnésio, Potássio e Zinco)
5. Conchelos ou Umbigo-de-Vénus (Umbilicus rupestris)
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| Conchelos (Umbilicus rupestris) |
É uma planta muito comum e das que mais gosto de comer em fresco. Encontro muitas vezes quando faço caminhadas na floresta.
É uma planta perene e frequente em paredes com musgo, fendas, telhados, árvores e rochas. Podem ser comidas das mais variadas formas, sobretudo frescas, em batidos, no pão, saladas, etc.
Esta planta é ainda usada para sarar feridas, picadas de insectos, frieiras, dores reumáticas e de ouvidos, por exemplo através da maceração em azeite ou cataplasma.
São ricas em sais minerais (Cálcio, Potássio, Silício, Ferro, Vitaminas C e taninos).
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*Atenção: A escolha do local onde colhemos as plantas é muito importante. Verifiquem sempre, se não estão demasiado perto de estradas, zonas contaminadas com metais pesadas ou herbicidas.
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Há muitas outras plantas que podemos enumerar. Se souberes de alguma, não hesites em deixar nos comentários para deixar esta lista mais completa.
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Tajinaste: a famosa planta das Canárias
As ilhas são sempre local de grande número de plantas e animais endémicos, isto é, que se encontram exclusivamente em determinada região. A ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, não é uma exceção. Dominada pelo vulcão El Teide, com 3.718 metros de altura, é uma ilha isolada e repleta de micro-climas, dois dos fatores que lhe concebem uma grande percentagem de endemismos e uma beleza natural incomparável.
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Dedo de deus e cratera principal do vulcão El Teide
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Não fosse já o vulcão El Teide um ex-libris da região, com mais de 4 milhões de visitantes ao ano, Tenerife ainda conta com mais de 140 espécies de plantas únicas no mundo. Uma das minhas favoritas e mais famosa é a Tajinaste (Echium wildpretii), planta esta, que só pode ser encontrada nas ilhas de Tenerife e La Palma.
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Tajinasta vermelha (Echium wildpretii)
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A Tajinasta pode crescer até aos 3 metros de altura e floresce do final da primavera até ao inicio do verão. É uma planta bianual (com um ciclo de vida de 2 anos), produzindo uma roseta de folhas no primeiro ano (Fig. 3) e flores no segundo, acabando por morrer após completar este ciclo.
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| 1º ano da Tajinasta vermelha (Echium wildpretii), resistente à neve (plantlust.com) |
É uma planta com uma adaptabilidade térmica incrível, visto que passa metade do ano com temperaturas baixíssimas (fig.3) — Eu recordo-me de estar na praia na província de Puerto de la Cruz e olhar para o vulcão e ele estar completamente cheio de neve. — já durante o verão, estas plantas têm de suportar temperaturas bem altas.
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Floração da Tajinasta vermelha (Echium wildpretii)
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Num próximo artigo poderei falar um pouco mais sobre o vulcão Teide, um dos maiores vulcões da Europa e um dos mais emblemáticos do mundo. É a volta deste que se ligam grande parte das histórias e lendas criadas pelos povos que aqui viviam antes da chegada dos espanhóis, conhecidos como os ‘Guanches’.
Diz-nos o que achaste! Alguma vez tinhas visto uma planta assim? Alguma vez tiveste nas ilhas canárias? Não percas os próximos artigos, porque nós também não!
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