Este insecto faz viagens de meses nas suas migrações

Quando chega o inverno são muitos os animais que se vêm obrigados a migrar para zonas mais quentes do planeta, tal não é diferente para algumas espécies de insectos. Destes insectos, existe um em particular que tem vindo a fascinar o Homem há largos anos, principalmente, mas não só, devido às longas distâncias que este percorre.
 

São nativas da América do Norte e da América do Sul, mas hoje já são encontradas em diversos outros lugares, tais como Novo Zelândia e Austrália, ou até mesmo no Sul de Portugal. No Brasil estão essencialmente presentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


Falamos da Borboleta Monarca (Danaus plexippus), inconfundível pelas suas cores exuberantes, laranja com listras pretas e algumas pintas brancas que servem de aviso aos predadores (que o seu sabor será desagradável ou que poderá mesmo levar à morte de quem tentar comê-la). O termo técnico para este tipo de coloração é colocaração aposemática (aposematismo).

Quando soube nem queria acreditar, mas esta borboleta é conhecida por percorrer milhares de kilometros, podendo mesmo chegar aos 5000 km, durante a sua migração, fazendo este percurso geralmente em 2 meses. Interessante também perceber que as borboletas que regressam, não serão as próprias, mas sim as suas crias, fazendo desta migração, uma migração multi-geracional.

A monarca é a única borboleta a fazer uma migração bidirecional tão longa, chegando a voar até 5000 Km no outono para chegar ao destino onde passará o inverno.

Mas, como é que elas se orientam em voo?

Segundo um estudo da Universidade de Massachusetts, as borboletas usam indicações quase exclusivamente do sol. Segundo Shlizerman “Uma é a posição horizontal do Sol e a outra é o acompanhamento da hora do dia. Isso dá ao insecto um compasso solar interno para viajar rumo ao sul durante o dia”.


Sobrevivência da espécie

Os cientistas começam agora a alertar para o facto das alterações climáticas estarem a afetar severamente estes animais. Estudos recentes mostram que as asas desta borboleta estão a aumentar e que estas estão a procurar migrar para zonas mais a norte da américa ou para outros continentes, talvez por isso tenham sido encontradas algumas populações no sul de Portugal, onde estas antes não existiam. 



Infelizmente, as populações diminuíram mais de 80% nos últimos 20 anos e a criação em cativeiro, mesmo que com intenções ecológicas, está ter efeitos mais negativos do que se esperava. Segundo um estudo científico publicado na revista PNAS, as monarcas criadas em cativeiro não costumam migrar para sul pelas qual, em estado selvagem, demonstram a sua preferência natural. Ao invés disso, optam por rotas aleatórias.



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Aproveito esta publicação também para informar que vou fazer algumas alterações ao plano deste projecto. Deixei de ter página de instagram dedicada exclusivamente ao blog e passei a utilizar a minha página pessoal para o mesmo efeito, visto que praticamente também só a utilizo para fotografia de natureza. Podem seguir em @keepitnature. No entanto, a página do facebook do blog continua ativa, podem seguir em Facebook Natureza.pt .


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Fotografias da minha autoria.

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